LS0398
Sem título, 1977
Material, Técnica, Suporte
guache sobre papel
Dimensões
48 x 48 cm
Outros títulos
n° 235
Local de Produção
Santo André, SP - Brasil
Inscrições
da assinatura: c.i.d. Sacilotto [grafite]
data de produção: c.i.d. [19]77 [grafite]
outras inscrições de punho: c.i.d. guache [grafite]
Obras Associadas
Excertos de Texto
- “A opção por obras monocromáticas [em meados da década de 1970] se deve ao fato de que, por meio delas, é possível evidenciar o princípio binário que rege as estruturas de suas criações, uma alternância de luz e sombra, cheios e vazios, figura e fundo que se interconectam, proporcionando um rico universo perceptivo. [...]
Os guaches de 1976 evidenciam a construção espacial por rede, [...] explícita nas obras [sem título] e [...]. Trata-se de um tecido constituído de linhas e espaços que constrói um universo ativo interdependente.” DELLA ROCCA, R. 2004, p. 68 - “Na obra [...], de 1977 (guache sabre papel, 48 × 48 cm), temos novamente o quadrado como suporte e a utilização da não cor: preto e branco.
Sacilotto estabelece uma medida crescente em uma das laterais do quadrado e a partir desta constrói uma rede estrutural.
Temos a primeira base da rede a ser construída. Várias sobreposições foram experimentadas até chegar-se à proposta do artista. As medidas são rebatidas em todos os lados do quadrado e seus pontos sempre unidos com as medidas do lado oposto — eis a rede estabelecida.
As linhas de base não são responsáveis pela trama curva. O procedimento utilizado foi a união em diagonal, ponto por ponto, em cada cruzamento, sempre no mesmo sentido. Ao proceder tal ação, chega-se, a partir de segmentos de retas, às linhas curvas: a dualidade estabelecida pela composição cria uma nova relação. A combinação de linhas retas e curvas com a dualidade luz/sombra gera um diálogo perceptivo rico no estabelecimento de novas direções e profundidades.
Ora plana, ora tridimensional, a obra abre-se a uma pluralidade óptica, em que o ângulo, a distância, o foco no centro ou nas pontas são constantemente relativizados. O olho estabelece novos ritmos, novas espacialidades.
Ao fazer emergir a linha curva, Sacilotto nos remete a observações sobre o uso de tais propriedades de linhas em outros domínios. [...].
A linha curva não exclui a reta. Ao contrário, é por ela construída de modo harmônico, sem perda, sem agressão, ocorrendo apenas uma mutação. [...].
É interessante observar, na obra em questão, a presença da rede estrutural como expressão aparente. [...] figura e fundo se confundem e é o foco do fruidor que deve estabelecer o que é objeto, o que é espaço. A mutabilidade é constante.” DELLA ROCCA, R. 2004, p. 75-80
Exposições
Fontes de Pesquisa
Catálogos de Exposições Individuais
Publicações Periódicas
- GIOIA, M. 8 jul. 2007. p. E7 reprodução de obra: cor.
- PIZA, D. jun. 2001. p. 34-35 ficha técnica da obra e reprodução: cor.
Produção Acadêmica